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sábado

Pressão da tradição I

E as festas natalinas já passaram. E toda aquela correria que envolve a data seja a pessoa uma católica praticante ou seja só mais um(a) maria-vai-com-as-outras.

Não sou cristã.
Sou agnóstica.
Mesmo não tendo uma religião,porém frequentava algumas delas, tempos atrás eu me vi, infelizmente, nessa pressão de ter que fazer um natal, mesmo que só fosse montar aquele evento que vemos tão brilhantemente nas revistas,com ideias de mesa,decoração,menu e roupa para a família toda.
Não tenho boa recordação dessa época.
Lembro da minha mãe (e das mães da amigas) se matando na cozinha até dois dias para apresentar uma mesa farta, a custas de muito suor numa cozinha-sauna. Coitadas...pareciam zumbis em vestidos cintilantes.

Já solteira de novo, quebrei com toda essa tradição ( tradição de quem,cara pálida? minha é que não era!), não me obriguei a nada além a montar uma árvore feita no dia 24 a tarde,mais pelas crianças do que para mim. E assim está sendo. o que faço é até porque é bonito. E só. Porque na verdade tenho uma frustração enorme sobre essa data, já que fomos e somos bombardeados com o jeito natalino de países que nessa época tem neve, frio e outros ícones SÓ DELES!

Na minha casa,não tem dia da comida especial (domingo? oi? oi?). Estou disposta a fazer algo tido como mais sofisticado (tido pelos outros,para mim é comida e ponto) tendo os ingrediente vou para cozinha e faço! Se eu estiver inspirada por acaso nesse dia, o tal 24 de dezembro...coincidência.
Ahhh mas as crianças não sentem falta?
Primeiro que minhas crianças(21 anos e 13 anos) são ateias! Segundo,que na minha casa tem cheesecake, cookies, pavês,lasanhas, tortas recheadas em vários dias da semana! Lembrando que carnes não entram na minha casa!
Logo...
Assim como outras épocas do ano, com seus produtos de época,eu aproveito o que os mercados oferecem,como tâmaras, pêssegos...assim como tem a época do caju,da manga, essas coisas.

Hoje há mais conforto para as mulheres cozinheiras das grandes famílias. Os supermercados faz tempo que oferecem toda a ceia, é só ir lá e pegar (e pagar). Mas mesmo assim sempre fica uma trabalheira enorme para elas.
Não vejo sentido em se matar para os outros se divertirem.
Me sinto feliz por ter a liberdade de não seguir tradição dos outros!
Desejo que outros no ano de 2013 também o consigam e façam de seus jeitos!


2 comentários:

Kathleen Irizaga disse...

Livia eu adoro a bagunça das festas de final de ano. Admito que cansa um pouco a correria de preparar pratos e uma ceia - embora eu não sirva um banquete, mas alguns poucos pratos especiais. Vale pelo diferente, tampouco eu dou muita importância para a fé religiosa. Gosto de ver as crianças curtindo a troca de presentes e a atmosfera de boas energias que costuma pairar em tais datas. Enfim, poder dar vazão aos seus desejos de fazer ou não as coisas tradicionais, é sim uma escolha nem sempre possível. Mas, o que realmente importa é a paz no coração da gente: seja católica ou o que for, viva a paz! Feliz 2013 pra ti e pra tua família!
Bjks, Mamytri

Livia Luzete disse...

Olá Kathleen, seja bem vinda aqui também!
Ahhh a parte boa é da bagunça mesmo. E se você consegue se divertir junto então está valendo.

Mas essa parte de diversão é mais para as mulheres de umas duas gerações para cá.(As crianças sempre se divertem).Que tem mais liberdade com as facilidades da vida na cidade grande e as multiplicidades e pluralidades das famílias,com seus credos e modos de viver!

Beijo e Feliz 2013!