Sejam bem vindas e bem vindos para conversa regada a uma boa xícara de chá.Qual o seu preferido?


terça-feira

Estou sem tempo e você?

Tenho observado quando digo que estou sem tempo. Às vezes consigo corrigir mentalmente e então digo : minha agenda está organizada nesse dia, já tenho compromissos. E é verdade. E incluo nessa agenda, o tempo para dormir ou o tempo que preciso para me arrumar.

Sempre fiquei incomodada com essa frase "não tenho tempo". A impressão que me dava e dá é que a pessoa está superlotada de coisas para fazer. Esta overboking. Me vem à mente a imagem de uma pessoa correndo cheia de sacolas, olhando a todo instante para o relógio e andando apressada.

Nesse segundo semestre, andei bem ocupada. Aulas em campus diferentes, estágios, cuidados com seres em duas cidades que distam uns 100 km da outra. Espera em terminal rodoviário e sentindo o tempo escorrendo pela mão...
Dei uma desacelerada. E ficava pensando nas coisas que faria nas férias. Estou de férias e agora escrevendo no blog é que comecei a fazer uma das muitas coisas que planejava. Mas fiquei uns dias sem fazer nada, meio perdida. Meio querendo lembrar o que tinha para fazer de importante... os importantes acabaram, garota! Ufa!
Agora estou com minha agenda de férias para ser preenchida. Planejar um ano de 2018 desacelerado. Por ansiedade em concluir logo a faculdade ,me atolei em muitas cadeiras. Teria dado conta se não estivesse já cuidando de outras coisas. Teria dado conta mas me pergunto se teria dado conta com louvor em todas...
Slow down. Keep slowly.

quarta-feira

Os aniversários do mês.

No mês de novembro o blog comemorou nove anos. E eu 50.
Enfim 50. E assim como nas idades passadas, não sinto nada de especial a respeito disso. Nenhuma emoção a ser relatada. Nenhum toque mágico ou "desmagico" aconteceu, como se uma fada madrinha fizesse com que algo diferente e importante se materializa-se. Talvez , alguém ao ler isso entenda que narro esse momento com desprezo. Não, de forma alguma. Só não tem ou acontece algo de fantástico. E nunca estive triste nessa passagem, ao contrário, era/foi dia de comer bolo mais requintado. Ano passado não comemorei, estava cansada. Sem ânimo mesmo para fazer algo ou mesmo sair para comprar feito. Na verdade não estava com dinheiro suficiente para comprar algo da qualidade do que faço. E comemorar com qualquer coisa não me apetecia. Nesse ano pretendia fazer uma dessas coisas: ou ir numa confeitaria chiquérrima de Fortaleza ou ir para um SPA de massagem numa praia. Pelo preço desta confeitaria, desisti. Como levar quatro amigos sem poder de fato comemorar meu aniversário? Decidi a opção do SPA de massagem. Opção também descartada...
Por fim fiz um bolo pão de ló que ficou o melhor da minha vida! Sim, a minha fada madrinha deu toque e o bolo feito ali sem maiores cuidados saiu o melhor pão de ló que faz fiz!  Segue o link da minha conta do Instagram para quem quiser verificar a fofurice que ficou. Fiz como bolo de pote, porque essa concentração que se dá conserva a umidade que faz desse singelo docinha ser de uma experiência inesquecível. E foi... hummm!

https://www.instagram.com/p/Bb2vRolFnoA/

domingo

Quando precisamos voltar

Tenho andado nostálgica do tempo que me alimentava  na blogsfera.
Fiz muitas amizades que migraram para outros mundos da chamada mídia social, como o Facebook e o Instagram.
Nesse mundo de muitas urgências, o real, onde as pessoas pararam de se dar um tempo e escrevem sobre qualquer coisa foi substituído pelo momento instantâneo.
Era tão bom interagir nesse mundo onde você podia chegar em pessoas bem distantes. Ir atrás do que outros escreviam, falavam sobre ou simplesmente compartilhavam.
Olhando agora para trás, me dá a leve sensação de que no "boom" dos blogs, tínhamos voltado à época do se escrever cartas. Agora, não mais para uma pessoa em específico, mas quem quisesse as ler. E era tão bom saber que haviam pessoas que queriam ler o que você escrevia. Como citei numa das minhas últimas postagens, fiquei triste em constatar que muitos blogs que eu adorava acompanhar estão abandonados.
Mas também descobri que outros seguem em frente, alguns com menor constância de postagem,mas continuam.
Não, sei dos outros.Sei que agora retomarei aos meus, tenho vários. E isso é uma promessa!

sexta-feira

2017 ...e ...há ainda alguém ai?

Há alguém ai? Ainda alguém?...
Mais de um ano. Pretendia ter feito ao menos uma postagem já no fim do ano, mas... não deu...
Em novembro o blog completou oito anos de existência. Fazendo uma rápida retrospectiva, tanta coisa aconteceu! Ufa!!! Num flash, passaram milhares de imagens...

A minha última postagem falava do meu neto que estava a caminho. Dia 04 ele completou um ano! Não pude estar perto dele. Apesar que só 100 km nos separe. Estou em aula. Sim, em aula. Na universidade onde estudo estávamos em greve. Então... férias de janeiro, não nos pertence.

E de novo, é estranho começar um ano onde o ano letivo ainda está pendurado. Mas é isso, ninguém morro por causa desse detalhe. Pior mesmo é o horário de verão que odeio, para sempre!

Sempre me pego saudosista da época de maior produção de post aqui no blog. Assim como dos blogs que eu acompanhava. Muitos congelaram... outros foram excluídos... deu uma tristeza...

Não vou prometer que estarei mais assídua, não faço mais promessas. Faço as coisas e simples, se estão acontecendo... estão acontecendo.

Promessa do ano passado tenho cumprido que é cozinhado mais. E tenho recheado o Instagram com o resultado. Nova modinha na minha vida. Onde a cada foto, faço miniposts. Já resolve um pouco meu gosto por escrever posts.

Aproveitando, Feliz Calendário Novo para você que passar por aqui!
Estamos no dia 06, sempre ( ou ao menos ultimamente quando lembrava) no primeiro dia do mês eu lembrava da feitiçaria da canela em pó.
Fica agora um chá!

(Foto: retirada do google)

quinta-feira

One baby is comming and a grandma I will becoming...

Serei avó!
Em três dias...
Bebê com hora marcada...

Nasci e cresci num local onde os parentes tinham seus papeis bem definidos. E um deles o de avó era um bem concreto e um tanto lúdico.

Avó era um ser que é a mãe da sua mãe ou do seu pai. (dã)
Em geral com voz mansa, mãos seguras e sempre com algum agradinho alí na manga..rsrsr
Lembro de minha avó materna, fazendo doce de coco e servindo o quitute em folhas de bananeira. Não havia doce melhor no mundo! E o detalhe da folha da bananeira era a "cereja do bolo". Conferia um sabor a mais.
As avós das minhas amigas, tricotavam, sabiam chás diversos. E outros mistérios da vida. Também,assim como a minha avó, expert em contar histórias.

Aqui no Ceará, conheci outra realidade de avós. Avós que criam seus netos, porque as mães de forma velada ou explícita abandonaram seus filhos. Avós que pedem para criar os netos... porque tem saudades de criar filhos...

E foi nessa realidade, que hoje é "natural" as pessoas ao me abordarem sobre a nova condição de SER/TORNAR-SE AVÓ, vinham de certa forma me cobrar!

Aos 48 anos estou na segunda graduação e moro em outra cidade. E as pessoas vinham implicitamente dizer que eu deixaria TUDO para poder exercer meu papel de avó! (aquela..que descrevi na segunda tipologia de avós...) OOOIII???? como assim cara pálida???

NÃO! ENE Á Ó TIL: N - Ã - 0!!! Eu não vou para um segundo da minha vida para cuidar de alguém que não sou responsável!

Vale o ditado: Quem pariu Mateus que o embale!!!

Recado dado vamos a outro momento sobre o tema.

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Ser avó é, ter um bebê que de certa forma é seu, mas que não te pertence!!!

( ou seria o contrário?)

Eu já falei em algum post sobre como eu via a condição de avó. Que a minha referência era de mulheres bem vestidas, com brincos de pedras enormes, bolsinha no pulso e vestidos muito bem cortados. E que eu me via mais como Jane Fonda, vovó fitness.

Como somos o resultado do (dos) meio (s), digo que serei a vovó fitness que faz doces enfeitiçados...

Seja bem vindo Pedro Anthony !

sábado

Sobre o sol,sobre a chuva e sobre ser feliz

Sem internet em casa e na verdade sem o computador funcionando, feito o que deveria ser uma constante, intermediando entre navegação e leitura das muitas coisas que tenho guardado. Se tenho guardado é porque um dia iria querer ler novamente. E estou lendo agora já que me oponho a ter uma televisão em casa,já que não posso pagar TV fechada. Na revista Bons Fluidos a matéria falava sobre como administrar sua vida financeira e no começo da matéria dizia assim”... Ninguém se sente lá muito a vontade para falar de questões financeiras. Mas elas estão ali,fechadas em uma sala, em pleno fim de semana exatamente porque querem aprender a lidar melhor com isso.”
Por que as pessoas atribuem somente aos dias ensolarados a possibilidade de ser feliz? Por que acham que só em dias de sol é que coisas boas podem acontecer? Qual o problema com os dias nublados? Qual o problema com os dias chuvosos?
Bem antes das cidades alagadas por conta de falta de ordenamento urbano já se tinha essa indisposição com os dias de chuva. Ou ainda com os dias de frio.
Como observadora e fã da natureza em  todas suas matizes,sempre gostei de todos os dias,mais de uns (dias nublados e chuvosos) do que de outros. Preferir dias que pedem um chá quente ou um aveluddo chocolate talvez até com alguma bebida alcoólica, não me deixaram de apreciar o sol penetrando meus poros,iluminando a todos lados ou ficar feliz por sentir a cidade mais perfumada e com uma explosão,como expressa a palavra em inglês “awesome”,de cores inebriantes...awesome.
Quando se está feliz não há condições para sê-lo. É-se!

E porque não,ser feliz em cada oportunidade de vida que se tem? Nos dias de sol,beber uma bebida geladinha,refrescante, comer uma salada de fruta, uma salada de folhas com um molho leve de azeite com alguma erva mentolada (endro,hortelã), na primavera,poder colher mais flores que em todas as outras épocas do ano, no outono,aproveitar aqueles momentos que já pedem mais sopa,mais comida quente,começar um momento de mais introspecção,de agradecer pelas coisas conquistadas já em meio ano? E enfim no inverno...as comidas mais gordurosas para manter o corpo aquecido, os bate papos com a família ou amigos em reuniões mais íntimas, com mais afeto. Sim o inverno promove mais afeto,mais aconchego. 
Mais reflexão do que se conquistou,balanços,para quando o sol voltar a arder e nos incentivar a de novo,atitudes mais leves,com mais liberdade,já que as roupas agora são mais leves,mais frescas com mais mobilidade...e os ciclos se renovam...e a roda da vida gira.Por que não apreciar todos os dias, todas as manifestações da natureza? Sim,sempre teremos a ou as mais queridas...mas porque sentenciar como inoportuna uma e valorizar só outra?


quarta-feira

Machismo,violência sexual,violência doméstica...nasce onde? no útero???

É o machismo ainda é forte aqui no Ceará, ví em dois perfis os pais anunciando que o bebê que está para nascer é menino,e após o anuncio vem o bordão alusivo a ter cuidado, que as meninas tenham cuidado,no sentido claro de que vem mais um homem e ele como todo bom homem deve ser tem que ser um fudedor. Mas claro,que não no sentido de um homem que copula ou para procriar ou para prazer. Mas sim no sentido que ele fode no pior sentido: se as meninas não forem protegidas e/ou orientadas ele vai pegá-las vai fudê-las e deixá-las com a marca de que foram usadas,somente serviram a eles como objeto de desPEJO de esperma.Nada mais. E se o esperma vingar numa gravidez..quem se importa??? afinal ele é um FUDEDOR. E um fudedor totalmente amparado pelo pai e pela mãe,que deveria,como mulher de uma nova era,ensinar ao seu filho homem que ele deve respeitar as mulheres,afinal ele saiu de uma,foi cuidado por uma! Triste...mas ví esse tom no mural de um amigo e de uma amiga de Facebook , que vão ser pai e mãe de meninos (eles não são casal,são duas pessoas independentes). A se refletir o que você tem defendido se é o mesmo que vc tem discursado. BOM DIA FACERS! Mais uma reflexão...quem sabe se a violência doméstica não começa no útero da mãe,quando os pais alardeiam todos felizes o sexo do bebê: "È um menino!! Cuidem de suas meninas!"

segunda-feira

E se... (conjecturas nonsense,não tão nonsense assim...)


Um assunto que tem me deixado incomodada é essa dependência quase que total das indústrias...TODAS. E a que me preocupa mais é da alimentícia. No meio de tantas teorias da consPIRAÇÃO, tem que logo o planeta entrará em colapso. E eu digo, quem tem muito dinheiro não vai sentir nem cócegas, a eles tudo é assegurado. Isso me lembra o filme 2012 onde só os milhardários é que tinha condições de comprar lugar nas arcas.

O mundo na sua gigantesca voracidade por "progresso" perdeu o senso, perdeu os valores, engoliu outras formas de ser e fazer,tudo em nome da civilização. 

"EU TRABALHO PARA PAGAR ALGUÉM PARA FAZER PARA MIM"

Até onde isso faz sentido? o que as pessoas fazem com esse tempo livre? o que as pessoas passaram afazer com esse tempo livre? ...internet...redes sociais... Nem vou entrar nesse mérito.

Eu acho que as pessoa tem uma falsa sensação de estar dando tudo certo quando ela pode pagar para alguém extrair o suco da laranja ou outra fruta,armazenar, envasar e dispor nas prateleiras do mercado...
Tá eu sei... nem todo mundo gosta de ver o sangue da carne,então prefere ir lá na gôndola e comprar a porção já "limpinha" (mas se não gosta...por que come a carne? - Tá eu estou implicando com os onívoros sim!)
Nem todo mundo sabe costurar uma roupa!!! É fato! Mas e espremer uma laranja? 

Uma criança não sabe!! ÊEEE. 
Mas uma criança não vai ao mercado comprar. Êêêê!

Enrolações à parte. O incômodo continua. 
O que quero dizer é que havendo um colapso na indústria e não precisa ser assim tudo ao mesmo tempo,como faremos? quantos sabem fazer um pão? mas a farinha ainda é industrializada...
Se a companhia de água cessar o fornecimento,quantos tem poço em casa? apartamento? oi? Ok,na área rural,é mais fácil ter um.
E se a companhia de energia... tem pessoas doentes que dependem de aparelhos ligados 24 horas...
E se pararem de produzir fralda descartável,como as novas mães farão? elas não compram mais fraldas de pano!!
E se a indústria da ração parar? Quantos iriam caçar um animal para fazer a comida de seu cão ou gato? Na área urbana...seria gato para ser janta de cachorro e cachorro para ser almoço de gato? Quem cria cobra já cria ratos! As cobras nem sentirão a parada das indústrias.