Então passou o Natal.
Pela primeira vez comi como se não houvesse amanhã.
Sempre cobro de minha mãe que ela não fique se escravizando em frente ao fogão por dias.
Já cheguei a passarela o Natal na minha outra casa só para não ter que vê-la se pôr os grilhões do tenho-que-alimentar-o-mundo e eu ter que ajudar!!! Nhommm!
Dessa vez ela foi fazendo de mansinho. Não montou mesa e cada um foi se servindo e pronto. Também cada um lavou o que sujou. Ela ficou só com as formas.
E comi sem culpa de não ter ajudado a fazer as comidas e na verdade ajudei sim, fiz o bolo para o bolo-pudim!
Registro aqui minha gratidão pela mesa farta e pelo meu organismo não ter entrado em colapso!
Eu não vou mostrar, mas garanto, a circunferência da minha cintura aumentou. Oh djuz!
Mas para quem garante que vai retornar às atividades físicas em 2018, então está tudo resolvido.
E quanto a gente chata. Não apareceu ninguém desse tipo. Amém.
Sejam bem vindas e bem vindos para conversa regada a uma boa xícara de chá.Qual o seu preferido?
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terça-feira
Comilança de natal e muito sossego sem gente chata.
sábado
Pressão da tradição I
E as festas natalinas já passaram. E toda aquela correria que envolve a data seja a pessoa uma católica praticante ou seja só mais um(a) maria-vai-com-as-outras.
Não sou cristã.
Sou agnóstica.
Mesmo não tendo uma religião,porém frequentava algumas delas, tempos atrás eu me vi, infelizmente, nessa pressão de ter que fazer um natal, mesmo que só fosse montar aquele evento que vemos tão brilhantemente nas revistas,com ideias de mesa,decoração,menu e roupa para a família toda.
Não tenho boa recordação dessa época.
Lembro da minha mãe (e das mães da amigas) se matando na cozinha até dois dias para apresentar uma mesa farta, a custas de muito suor numa cozinha-sauna. Coitadas...pareciam zumbis em vestidos cintilantes.
Já solteira de novo, quebrei com toda essa tradição ( tradição de quem,cara pálida? minha é que não era!), não me obriguei a nada além a montar uma árvore feita no dia 24 a tarde,mais pelas crianças do que para mim. E assim está sendo. o que faço é até porque é bonito. E só. Porque na verdade tenho uma frustração enorme sobre essa data, já que fomos e somos bombardeados com o jeito natalino de países que nessa época tem neve, frio e outros ícones SÓ DELES!
Na minha casa,não tem dia da comida especial (domingo? oi? oi?). Estou disposta a fazer algo tido como mais sofisticado (tido pelos outros,para mim é comida e ponto) tendo os ingrediente vou para cozinha e faço! Se eu estiver inspirada por acaso nesse dia, o tal 24 de dezembro...coincidência.
Ahhh mas as crianças não sentem falta?
Primeiro que minhas crianças(21 anos e 13 anos) são ateias! Segundo,que na minha casa tem cheesecake, cookies, pavês,lasanhas, tortas recheadas em vários dias da semana! Lembrando que carnes não entram na minha casa!
Logo...
Assim como outras épocas do ano, com seus produtos de época,eu aproveito o que os mercados oferecem,como tâmaras, pêssegos...assim como tem a época do caju,da manga, essas coisas.Hoje há mais conforto para as mulheres cozinheiras das grandes famílias. Os supermercados faz tempo que oferecem toda a ceia, é só ir lá e pegar (e pagar). Mas mesmo assim sempre fica uma trabalheira enorme para elas.
Não vejo sentido em se matar para os outros se divertirem.
Me sinto feliz por ter a liberdade de não seguir tradição dos outros!
Desejo que outros no ano de 2013 também o consigam e façam de seus jeitos!
terça-feira
O natal está chegando
. Passei minha infância assistindo aos Natais norte-americanos e europeus pelos filmes da Sessão da Tarde. E é essa imagem que tenho em minha mente. E frustrada por nunca ter sabido o que é neve!! Pode ser um momento meramente comercial, mas é tudo tão lindo! O colorido das roupas para se destacar na neve, as comidas o clima de troca de presentes, férias. E então, os idiotas dos editoriais de revista, todo ano publicavam as mesmas receitas com as nozes, avelãs e muita comida gordurosa que não tem nada a ver com o calor de 30.ºC abrasantemente brasileiro.
Depois veio uma galera levantando a bandeira das saladas, muitas frutas e carnes light para nossa mesa, lembrando que o menu deles é compatível com a época em que se encontram. São comidas mais "quentes" para ajudar a manter a temperatura do corpo nesse período gelado.
Sempre sonhei em ter uma árvore de Natal enorme, vi somente duas e toda minha vida em ambiente doméstico. A primeira, eu estava com 15 anos, na casa dos patrões de minha tia que eram estrangeiros. A estrelinha na ponta da árvore quase batia no teto. E o teto era alto. Aos pés dela, repleto de presentes. Fiquei pasma. Igual criança quando vê algo que é fantástico para ela, sabe?
E para mim aos 15 anos aquela árvore era fantástica para mim. Depois, minha tia explicou, que os presentes eram comprados aos longo do ano. Anotados os nomes e guardados em algum armário da casa. Depois re-embalados e postos no pé da árvore.Sim, haviam aqueles comprados na proximidade da época. minha primeira árvore, fiz na véspera do Natal em 1999. Foi especial porque estava na minha casa que tinha construido em setembro daquele ano. Esse ano fiquei tentada a comprar uma de R$99,00 aqui na cidadezinha onde moro. Cara! Mas, trazer da capital...dá trabalho. Mas tenho outros projetos para o dinheiro do fim de ano. E depois tem os enfeites...blá, blá, blá...lá,lá,lá...
Minha referência da árvore é pagã. Quando o inverno chegava a única árvore verde que se mantia firme e forte na Europa eram os pinheiros, como forma de esperança, que um dia o inverno iria embora. O inverno era uma tempo de incerteza para os celtas, tinha que abater as criações e viver pelo rigoroso tempo com o que colhiam e conseguiam conservar. Também era tempo de introspecção de um "fechado para balanço". Tempo de se recolher. Natal para mim é isso, é uma mistura do colorido comercial , os comerciais da Coca-cola são um luxo, e o Yule puramente pagão.
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